quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Sobre a separação de William Bonner e Fátima Bernardes


Tenho lido muita coisa a respeito da separação de William Bonner e Fátima Bernardes, tido como o grande casal "fofo" de jornalistas da TV brasileira. "O pivô da separação foi tal pessoa", "Bonner é que pediu o divórcio", "eles já estavam separados faz tempo", etc... Vi muitas pessoas lamentando a separação nas redes sociais, como se fosse a irreparável perda de um ente. O que só reforça a tese que eu tenho de que as pessoas, hoje, vivem num absurdo estado de carência!

Parece que muita gente projeta sua felicidade nas outras pessoas e, quando algo não dá certo com elas, é como se a situação fosse conosco. Aí, lamentamos e ficamos tristes. Mais do que isso. O choque duro de realidade faz com tenhamos de admitir que Bonner e Fátima são seres humanos, do mundo real. E, assim como a gente, não vivem em um mundo mágico, de contos de fadas, de príncipes e princesas, de Alice no País das Maravilhas!

Tudo nesta vida tem começo, meio e fim. E, ainda que a situação possa causar surpresa em alguém (mesmo em pleno século XXI), o término dos relacionamentos é regra e não exceção. Exceção é justamente o contrário. Aquela pessoa que beija pela primeira vez alguém, torna-se seu primeiro namorado e, para sempre, permanece com ela, é algo raríssimo.

Acredito que todo mundo já tenha terminado um relacionamento um dia. Ou teve algum relacionamento interrompido pelo parceiro. Quase ninguém começa e termina a vida com seu primeiro amor! Ou estou errado?!

O Brasil tem uma clara carência de ídolos! A massa sempre clama por um brasileiro que tenha sucesso no esporte, na vida, que seja exemplo para o mundo e vire herói nacional. E a carência se estende para várias áreas, como a afetiva! Não importa o motivo (estritamente pessoal) que levou ao fim da união de Bonner e Fátima. Por mais que sejam pessoas públicas, nacional e internacionalmente conhecidos, sua vida pessoal única e exclusivamente diz respeito apenas a eles. Lembra-se da expressão "foro íntimo"? Pois é...

Democraticamente, as pessoas têm o direito de comentar a situação (tornada pública pelo ex-casal) nas redes sociais? Obviamente que têm! Mas entendo que, quando sua vida está devidamente preenchida, um fato como esse deveria passar absolutamente batido. Até porque é algo comum à existência de qualquer um de nós! Todos os dias, milhares de relacionamentos começam e terminam, milhares de divórcios de pais de centenas de filhos acontecem. Não é pra causar comoção e nem espanto. Bom, ainda bem que não levo tão a sério esse mundo paralelo virtual chamado rede social...

Mas, o que deveria, em tese, causar comoção e indignação diárias às pessoas, é o estado de vida de pobreza de milhares de brasileiros e até estrangeiros, cujos países vivem em guerra constante. Crianças que ficam sem família. Refugiados... Um terremoto que mata milhares de pessoas, um acidente aéreo, um assassinato brutal, um estupro de uma moça jovem de periferia, a falta de educação pública de qualidade do país, que mantém milhões de pessoas ignorantes, mal informadas e feitas de massa de manobra. A situação da saúde pública, que deixa idosos nos leitos e corredores de hospital, sem um pingo de dignidade no atendimento de um sistema corrompido que enriquece ilicitamente os bolsos de muito marginal do colarinho branco. Isso sim, é de comover! Não uma separação!

O amor ideal não existe! Julguem-me! O próprio nome diz: é ideal, algo que apenas imaginamos e com que sonhamos, muito difícil ou quase impossível de se concretizar! Não estou dizendo que não existam casais felizes, ou aqueles que (por uma raridade gigantesca) ficaram com seu primeiro amor até o fim da vida! Claro que isso acontece, mas os exemplos que tenho não enchem uma mão! Se você tiver mais do que isso, fique à vontade para comentar no blog!

Lógico que existem casais felizes, mas os obstáculos sempre surgem! O amor ideal nos remete à imagem de uma felicidade eterna, sem brigas ou rusgas, sem envelhecimento, sem períodos distantes, sem aborrecimentos, sem chateações e turbulências! Isso não existe! O importante é que, entre Bonner e Fátima, e acredito piamente que foi assim, sempre existiu lealdade. E os filhos são laços que os manterão unidos (acredito que amigos, parceiros e cúmplices) para a vida toda.

Agora, lamentar uma dissolução de união em rede social, como se fosse com alguém da família, ou como se eles tivessem a obrigação de ficar juntos e felizes para sempre, acho um pouco demais. Repito, democraticamente, todos têm o direito de se manifestar a respeito (exatamente como estou exercendo a democracia aqui, neste momento), uma vez que a situação foi tornada pública. Mas acho que é coisa de mente vazia e vida oca, sem preenchimento. Ou de gente muito inocente, que acredita em amor de contos de fadas. Acabou, e daí? Que sejam felizes à sua maneira! Encontrando ou não um novo amor! Apenas desejo, do fundo do coração, que tenham paz para seguir a vida sem se importarem com os comentários do mundo virtual. Já devem fazer isso há muito tempo, aliás. Um forte abraço.

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

O jornalismo explicado para alunos de Ensino Médio


No próximo dia 27 de agosto, estarei em mais um Encontro de Informação Profissional, no Colégio Singular, local em que cursei o Ensino Médio e do qual tenho ótimas recordações e muitas saudades. O evento, detalhado mais abaixo, reúne profissionais de várias áreas. O objetivo é a transferência de conhecimento e experiência aos alunos de Ensino Médio, que devem, neste momento da vida, escolher a carreira e a profissão que pretender seguir.

Mas como explicar algo tão complexo como o jornalismo a esses alunos em poucos minutos? Como detalhar minha paixão em poucas respostas às questões feitas por eles a mim? Como passar aos meninos e meninas a essência dessa profissão tão maravilhosa, que eu já queria exercer desde os 8 anos de idade? Como demonstrar que o reconhecimento do público e a função social exercida pelo jornalismo são meus grandes combustíveis?

Como falar de modo simples de uma profissão tão contraditória, cujo mercado é hoje tão complicado, concorrido, acirrado? Como convencer alguém a seguir uma carreira na qual sequer é preciso o diploma para exercê-la em tempos atuais?

Como explicar que o jornalista precisa manter-se isento, com o mar de desinformação que vemos hoje nos mais diversos veículos de comunicação? O desafio é gigantesco. E daí a importância desse encontro entre alunos e profissionais. Nosso papel ali será esclarecer o máximo de dúvidas ou pontos obscuros possíveis para ajudar na formação do futuro profissional. Do BOM profissional.

Vejo hoje, em muitos veículos, um mar de incompetências. Nos acostumamos ao óbvio, ao ridículo, às perguntas mal formuladas pelos repórteres, à má qualidade. Sem questionamentos, sem debates. Nos acostumamos a ver reportagens encomendadas, números maquiados, textos que defendem claramente interesses diversos que não a busca pela informação correta e precisa.

Sim, jornalismo envolve várias batalhas diárias. Batalha pela informação, pela notícia, pela fuga das ciladas, pelos interesses do público, contra interesses escusos, contra a falta de ética, contra a força enorme do poder e do dinheiro. Será um enorme prazer voltar à escola em que estudei durante três anos da minha vida para cumprir honrosamente tal desafio!

Agradeço novamente à oportunidade a todo o corpo diretivo do Singular pela confiança na minha pessoa como um dos jornalistas convidados para transmitir conhecimento a esses jovens. Darei meu melhor para que eles saiam de lá com menos dúvidas do que entraram. Ou com mais, já que o jornalismo é uma profissão afeita aos curiosos. Os detalhes do evento você encontra abaixo, em release que publico na íntegra, enviado pelas amigas Marli Popolin e Luciana Ponteli, profissionais da MP & Rossi Comunicações, empresa que faz assessoria de comunicação para o Colégio. Nos vemos lá! Um forte abraço.

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Mais de 250 profissionais orientam estudantes sobre carreiras e mercado de trabalho

No próximo dia 27 de agosto (sábado) a partir das 13h30, o Colégio Singular e Singular-Anglo Vestibulares promoverão o Encontro de Informação Profissional (EIP), um dos maiores eventos do Estado no segmento acadêmico e referência em informação sobre carreiras, profissões, mercado de trabalho e cursos universitários. A entrada é gratuita e o público estimado é de 5 mil estudantes da rede pública e privada.

Em sua 33ª edição, o Encontro contará com uma programação diversificada e planejada a fim de que os vestibulandos encontrem informações necessárias para a melhor escolha da profissão, carreira, cursos e instituições universitárias, tudo por meio de bate-papos com 250 profissionais de mais de 50 carreiras distintas.

Para complementar, várias universidades públicas e particulares também marcarão presença, fornecendo informações sobre datas dos processos seletivos, cursos, número de vagas e parcerias acadêmicas. Outra ação que merece destaque no evento são as orientações acadêmicas - com atendimento realizado por universitários que abordarão como é a realidade do processo seletivo nas instituições, a rotina na graduação, atividades e estágios. O evento ainda promove palestras voltadas para pais e vestibulandos.

O Encontro Profissional acontecerá na unidade do Colégio Singular, localizada na rua Álvares de Azevedo, 222 – Centro – Santo André – fone (11) 4990-2000. A entrada é gratuita e aberta à comunidade.

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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

'Jornalistas': série conta a história de 10 jornalistas e dá dicas sobre a profissão


Olá, amigo leitor. É muito bom voltar a escrever neste blog após algum tempo. Nossa vida, às vezes, fica uma loucura e não estava conseguindo atualizar o veículo. Por isso, decidi tirá-lo do ar. Mas, alguns amigos, tão teimosos como eu, insistiram em me mostrar a importância do blog e de tudo que já havia escrito até então.

Por isso, estou retomando os textos aqui. Não vou prometer periodicidade, pois nunca sei como vai estar a agenda de compromissos. Mas, sempre que puder, publicarei material aqui com o maior prazer. E o texto de hoje é, digamos, uma parte "emprestado".

Em breve, participarei de uma web série chamada JORNALISTAS. Criada pela minha amiga, a competente jornalista Fernanda de Lima. O material já tem sido disponibilizado em pílulas no Facebook. Abaixo, segue o release na íntegra sobre a web série e o canal que ela abriu no YouTube. Tem tudo para ser algo sensacional! Nos vemos na série! Não deixe de acompanhar! Um forte abraço.

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Nasceu na última segunda-feira (01) a série 'Jornalistas', em que 10 profissionais compartilham suas histórias sobre uma das profissões mais famosas do mundo. A série faz parte da comunidade Jornalistas, que além de um canal no YouTube, conta também com páginas no Facebook e no Instagram (veja os contatos no final do post).

Criada pela jornalista Fernanda de Lima, a comunidade pretende valorizar a profissão. “Quero mostrar que é possível aprender e se inspirar com a experiência de outros profissionais. O mundo da internet está cheio de vídeos 'engraçados' com tombos e erros de jornalistas e quase zero conteúdo relevante sobre a profissão. O canal é tanto para quem está começando, quanto para quem está na profissão há bastante tempo”, explica a jornalista. “São conteúdos simples, mas que espero que possam ajudar muita gente”, complementa.

O canal, focado no jornalismo, vai tirar do armário tudo que ninguém fala sobre a profissão, desde questões teóricas, como a 'diferença entre tema e pauta', a questões práticas, como 'quais as principais dificuldades dos veículos menores' e 'como é ser repórter de TV'. Tudo isso sem "glamourizar" e, sim, apresentar as infinitas possibilidades proporcionadas por essa profissão.

“Não quero que ninguém mais caia no conto de que 'o jornalismo está morrendo'. A verdade é que ele está mudando e está mais vivo do que nunca”, diz Fernanda.

O canal ainda vai contar com séries e reportagens especiais para o público geral. A primeira delas, “As mulheres do Carandiru”, está prevista para ser lançada no final de setembro.

Confira o teaser da série 'Jornalistas':
https://www.youtube.com/watch?v=3L4cl7PLIuI

Programação dos episódios da série:

- Flávio Prado, apresentador TV Gazeta e Jovem Pan: 01/08
- Wanderley Nogueira, jornalista Jovem Pan: 04/08
- Rafaela Lima, coordenadora de comunicação Obreiros do Amor e Misericórdia: 08/08
- Chico Lang, jornalista TV Gazeta: 11/08
- Bruno Prado, comentarista Jovem Pan: 15/08
- Leandro Martins, apresentador TV Câmara Guarulhos: 18/08
- Ana Celi Cortez, assessora de imprensa: 22/08
- Michelle Giannella, apresentadora TV Gazeta: 25/08
- Fábio Salgueiro, comentarista BandSports: 29/08
- Andrei Spinassé, editor Esportividade: 01/09

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Torcedores não podem impedir profissionais de trabalhar


A Copa do Brasil terminou no último dia 2 de dezembro. Normalmente, uma final de campeonato é transmitida ao vivo e com a presença de toda a equipe de cobertura das emissoras de rádio e televisão in loco, ou seja, no estádio. Não foi o que fez a TV Globo, simplesmente a maior detentora de direitos de transmissão do futebol nacional.

Isso não ocorreu por conta de uma decisão da emissora. E sim porque alguns torcedores (ou imbecis?) do Palmeiras impediram que o narrador Cleber Machado e os comentaristas Caio Ribeiro e Walter Casagrande (foto) chegassem ao Allianz Parque, em São Paulo, local da decisão.

Mesmo sem o logotipo da TV, essas pessoas reconheceram os profissionais da Globo, atacaram o veículo e quase o viraram. O narrador e os comentaristas tiveram de voltar ao estúdio para, de lá, fazer a transmissão. Embora nada justifique tal ato de idiotice, é preciso refletir para entender o ocorrido.

A TV Globo é uma emissora comercial e, como tal, vive de audiência e publicidade, com investimentos de patrocinadores. O Corinthians é um dos times de maior torcida do país. Logo, quando seus jogos são transmitidos, obviamente, rendem maior audiência. Quanto mais audiência, mais anunciantes. Por isso, a emissora paga uma cota maior referente aos direitos de transmissão ao Corinthians e exibe muitos jogos do alvinegro contra pouquíssimos dos outros times de São Paulo, que também são contemplados com menos dinheiro.

Do ponto de vista comercial, ótimo. Do ponto de vista jornalístico e esportivo, péssimo. Os torcedores dos times adversários não aceitam tal situação, pois fere a igualdade, a isonomia e o direito de poderem ver gratuitamente, na TV aberta, os jogos de seus times do coração, que também são disponibilizados em pay per view. A revolta gerada e guardada durante anos seguidos pela maneira de agir da Globo fez com que essas pessoas, transtornadas e alucinadas com a final, perdessem a razão e partissem para as vias de fato.

Algo inaceitável. Tanto o narrador como os comentaristas são funcionários da emissora e não os proprietários. Eles são cumpridores de ordens e não tomadores de decisão. Não são eles que determinam a linha editorial da emissora ou os rumos das transmissões das partidas. Eles apenas emprestam sua voz, seu talento, sua opinião e seu trabalho para a empresa. Portanto, não podem ser impedidos de trabalhar.

O melhor protesto contra uma emissora de TV é deixar de assisti-la. É fazer com que perca audiência. Assim, se algum torcedor sentir-se lesado jornalisticamente pela Globo, em vez de agredir os profissionais, não assista a NENHUM programa da emissora. Um forte abraço.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Alguém tem de levar a culpa


Estou escrevendo esta coluna na manhã de quarta-feira, 2 de dezembro de 2015. Portanto, sem saber o resultado da final da Copa do Brasil, entre Palmeiras e Santos, que ocorreria nesta noite, às 22h. No jogo de ida, o Peixe venceu o Verdão por um a zero, lá na Baixada Santista.

No final da partida, já nos acréscimos, o centroavante Nilson (foto), do Santos, perdeu um gol feito. Depois de jogada de Ricardo Oliveira, a bola sobrou pra ele, sem goleiro. O atacante mandou pra fora. A contextualização se faz necessária pela crítica que vou fazer. Não a Nilson, mas à mídia. Como não sei quem foi o campeão do torneio, não posso afirmar se o gol perdido por ele fez ou não falta para os santistas.

Isso posto, vamos à coluna propriamente dita. Depois que Nilson perdeu o gol feito, praticamente toda a mídia esportiva execrou e esculhambou o jogador, como se ele fosse o grande vilão dos alvinegros no confronto contra o Palmeiras. É claro que os comentaristas têm o direito de opinar e de acharem o jogador fraco tecnicamente. Mas também devem ser ponderados e justos em suas análises.

Nilson perdeu um gol feito? Sim, UM! Mas não vi nenhum colega da imprensa falando que Gabriel, apesar de ter feito o gol da vitória, perdeu DOIS GOLS (um de pênalti e um cara a cara com o goleiro). Também não vi nenhum colega crucificando Ricardo Oliveira pela atuação PÍFIA que teve e pela perda de um GOL a cinco metros da meta, por ter sido absolutamente DISPLICENTE!

Só porque Nilson é (agora, era) desconhecido? Só porque ele não tem um nome no futebol ou não está na Seleção Brasileira? Trataram o Nilson como vilão de novela. Afinal, alguém tem de levar a culpa... Essa mania do ser humano de ser maniqueísta, sempre buscar o vilão, o mocinho e o bandido, o cara do bem e o cara do mal, irrita-me profundamente. Abomino qualquer tipo de caça às bruxas.

As análises não podem ser rasas. Precisam ser desenvolvidas em contextos mais amplos. O torcedor do Santos pode até ter ficado com raiva e xingado Nilson e toda sua árvore genealógica. Mas o jornalista não pode embarcar nessa. Na mesma partida, outros jogadores importantes também perderam gols inacreditáveis. E ninguém falou! Se Nilson, em algum momento, foi uma espécie de vilão, não foi sozinho.

E é sempre bom lembrar que o jogador, antes de ser atleta, é ser humano. Nilson ESTÁ atleta. A crítica apaixonada é sempre maléfica ao jornalismo e ao esporte. Isenção é fundamental em nossa profissão. O que não significa que jornalista não erra. Pelo contrário. Erra e bastante. Mas deve estar pronto para reconhecer e assumir os erros. E estar ligado em alerta máximo para conter excessos, ser objetivo, preciso e passar a informação e a opinião de modo inteligente. Um forte abraço.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Os aplicativos de celular e a desconstrução do jornalismo


A internet veio mesmo para mudar muitas coisas. Inclusive, a comunicação entre as pessoas e o modo pelo qual elas consomem informação. Alguns aplicativos que indicam as condições do trânsito, por exemplo, chegam a ser mais eficazes do que os repórteres. Porém, tais aplicativos, por serem fruto de programação e se desenvolverem em aparelhos eletrônicos, são falíveis.

Jamais vão substituir um jornalista (embora exista hoje até o conceito do "jornalista robô"), ainda mais se o profissional estiver in loco, ou seja, no local dos acontecimentos. Estes dias, vinha para o trabalho ouvindo o Jornal da CBN. Eis que o âncora pede as informações do trânsito e a repórter entra dizendo: "segundo o aplicativo Waze, tal rua está com lentidão e uma avenida está congestionada."

Oras... receber, via rádio, uma informação que pode ser encontrada em um aplicativo, é algo extremamente desnecessário. Basta que eu me informe pelo aplicativo e pronto. Simples assim. É claro que a repórter não disse isso porque quis, mas sim porque deve ser a linha editorial do jornal. Mostrar-se "antenado" às novas tecnologias, com uso da internet, de aplicativos de telefonia móvel, etc. E, com certeza, é muito mais barato repassar a informação obtida por um aplicativo do que mandar o repórter para a rua, seja de carro, seja sobrevoando o trânsito com o helicóptero da emissora.

Porém, repito. Os aplicativos são falíveis. Podem errar! A emissora e a repórter correm o risco de cometer um dos principais pecados do jornalismo: o erro de informação (baseado numa informação de terceiro - aplicativo - e sem ter o cuidado de checá-la).

É claro que nenhuma emissora tem condições de monitorar o trânsito em todas as ruas da cidade em tempo real. Mesmo a Rádio Sul América Trânsito, que é específica para isso. Os aplicativos auxiliam nesse aspecto. Mas podem levar ao erro, já que não são cem por cento precisos. Nesse caso, eu, se fosse o editor-chefe do jornal, mandaria o repórter monitorar os principais pontos da cidade por helicóptero (os mais problemáticos quanto ao trânsito) e transmitiria somente essa informação.

Poderia não ser volumosa, mas seria precisa e, com certeza, ajudaria quem estivesse passando por esses pontos. É o que daria real sentido ao jornalismo feito por uma mídia dita tradicional. Hoje, esta tal mídia tradicional tem sofrido cortes de gastos gigantescos. A nova aposta é justamente em desenvolvimento de aplicativos, internet, conteúdos sob demanda e para plataformas móveis, maneiras cada vez mais comuns (e online) de transmitir informação. É assim que muita gente se comunica hoje.

É claro, uma cobertura política, esportiva, econômica ainda é melhor executada e tem mais credibilidade com os veículos tradicionais. Agora, informações mais simples, como os buracos da rua, o trânsito, acidentes em vias públicas, etc, podem ser compartilhados em tempo real em redes sociais. Qualquer pessoa hoje pode ser um "repórter em potencial" e informar sobre situações corriqueiras que interferem diretamente no tempo gasto no trajeto de quem se desloca até o trabalho ou tenta voltar para casa, por exemplo.

Até mesmo algumas informações mais complexas são colocadas nas redes, como vídeos de flagrantes de assaltos (o que ajuda na identificação de criminosos), infrações de trânsito cometidas por viaturas de órgãos públicos, como prefeituras e câmaras, entre outras coisas.

Deste modo, entendo que o jornalismo deve se concentrar hoje no que pode fazer a diferença. Em análise e opinião de colunistas isentos sobre os temas que citei e as transmissões ao vivo de eventos, principalmente esportivos, que sempre garantem uma boa audiência. Repassar ao público uma informação que pode ser encontrada num aplicativo (ainda que muita gente não tenha acesso a este instrumento), é limitar demais o jornalismo. É admitir a falta de criatividade e a derrota frente às novas tecnologias.

Jornalismo e novas tecnologias devem se complementar e não se sobrepor ou se repetir, com informações redundantes. Pelo menos, a repórter foi honesta e mencionou que a informação vinha de um aplicativo. Pior seria se desse a informação sem crédito e fingisse estar ao vivo no local, quando efetivamente não estava. Pior é que tem muita emissora e muito jornalista que se sujeita a fazer isso. Que a morte do jornalismo possa ser evitada com mais vigor e mais criatividade! Um forte abraço.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Canais esportivos pagos estão se tornando popularescos


Até meados da década de 1990, os canais esportivos pagos eram a grande novidade da TV por assinatura. E para o consumo de poucos. Há quase 30 anos, os canais a cabo eram muito caros e apenas uma pequena parte da população (elite) tinha acesso a eles. Não que os preços tenham mudado muito de lá pra cá, na verdade. Mas o acesso, sem dúvida, foi ampliado.

De qualquer forma, a TV começava a ser segmentada para atrair nichos determinados de público. Dentre eles, não poderiam faltar os "fãs de esporte" (termo importado dos EUA, que trata os torcedores, apaixonados, aficionados como "sports fans").

A proposta desses canais era justamente serem diferentes da TV aberta. Em tudo. No oferecimento de conteúdos exclusivos, na maneira de cobrir e transmitir eventos, na linguagem e, principalmente, nas análises mais aprofundadas sobre as diversas modalidades esportivas, com a participação de especialistas gabaritados.

Agora, vem minha decepção. E a coluna passa a ser, a partir daqui, uma crítica ferrenha à mídia, de modo geral. Até dois anos atrás, considerava a ESPN como o exemplo mais bem acabado do que essa diferença entre TV aberta e canais pagos deveria representar. Meu sonho era trabalhar lá. Fui, por muito tempo, admirador da filosofia de trabalho da emissora. Sempre privilegiou o jornalismo dentro do esporte, a análise criteriosa e bem feita e a informação acima de tudo, com repórteres de primeira linha. Não à toa, o slogan da empresa era "informação é o nosso esporte". Assim foi, até a gestão do grande jornalista José Trajano como diretor.

A emissora sempre deu um banho de conteúdo nas concorrentes, SporTV, Band Sports, PSN, entre outras. O SporTV, apesar de ter exclusividade de transmissão da maioria dos campeonatos nacionais de futebol, sempre perdeu para as análises da ESPN. O canal das Organizações Globo apostava e continua apostando ferrenhamente em ex-jogadores como comentaristas. A ESPN ia na linha contrária e privilegiava o trabalho sério e embasado dos jornalistas.

Respeito muitíssimo o colega de profissão João Palomino. Mas, depois que ele assumiu a direção dos canais ESPN, a qualidade despencou. Parece ter se contaminado com a linha popularesca das concorrentes a cabo e da TV aberta. Tudo virou mais show do que análise. Ex-jogadores inundaram os comentários nos jogos e nos programas. Em alguns eventos, ainda havia um ex-jogador e um jornalista. Hoje, há jogos que a ESPN faz só com ex-jogadores.

Uma postura absolutamente lamentável, que jogou a única emissora esportiva que era diferente na vala comum das demais. Unindo-se a SporTV, Band Sports e outras. Atualmente, a FOX vem com um formato diferenciado, destacando-se nessa linha jornalística, melhor até do que a ESPN. Some-se a isso a exibição maçante de programas repetidos em várias edições diárias, todas ao vivo. Os documentários, filmes e reportagens especiais ficaram mais raros. E as demissões de jornalistas consagrados, mais frequentes.

O que era para ser exclusivo, aprofundado, tornou-se banal e vazio de conteúdo. A busca pela grana na parte comercial e pela audiência fez isso. Em vez de melhorar a qualidade, nivelou por baixo. Amigo leitor, desculpe. Mas a coluna de hoje foi um desabafo de alguém que prima pelo trabalho bem qualificado, acima de tudo. E não consigo ver mais na ESPN. Não pelos profissionais, que trabalham duro, dão o sangue e são muito bons no que fazem. Mas pela linha editorial que mudou para "agradar ao mercado". Um forte abraço.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Novelas têm formato ultrapassado para TV


Amigo leitor. Começo o post de hoje com um pedido de desculpas. Faz um bom tempo que não escrevo por estas bandas. Infelizmente, às vezes, a correria é tão grande que fica difícil nos dedicarmos a tantas tarefas. Porém, volto para atualizar este veículo uma vez por semana, prometo!

Hoje, quero fazer uma reflexão sobre as novelas. Toda semana, leio algumas notícias com as seguintes manchetes: "audiência da novela XYZ (nome fictício) cai e emissora resolve mudar roteiro"; "novela tem queda de audiência e emissora vai trocar o autor", entre outras.

O problema da queda ou da baixa audiência das telenovelas está mais no formato do que no conteúdo ou no modo como os autores as escrevem. Claro que, quanto mais realistas forem as novelas, menos atraentes ficam. Ninguém assiste a uma novela em busca de realidade, mas sim de ficção. As novelas que retratam muito fielmente a vida real afastam o telespectador, em vez de aproximá-lo.

No entanto, acredito que as telenovelas têm perdido audiência, de modo geral, por conta de seus formatos de exibição. O mundo moderno, hoje inteiramente sob demanda, praticamente não aceita um produto tão longo, com 100, 120 capítulos. As pessoas vivem na correria, em constante comunicação na internet. É o mundo online.

Os vídeos são assistidos "on demand". Curtos, de preferência. Até no celular é possível de se assistir a um vídeo ou à TV. Há pouca paciência e disposição em assistir capítulos e mais capítulos, que trazem suspenses e mistérios previamente revelados pela própria web, no tal formato de "spoilers" (palavra da moda)

Por que, então, uma novela como Os Dez Mandamentos, da TV Record, ou Verdades Secretas, da TV Globo, fizeram tanto sucesso? No caso da trama da Record, o grande atrativo é o roteiro bíblico, que, só por esse motivo, já atrai milhares de evangélicos e mesmo católicos para a frente da telinha (ou religiosos e outros curiosos, de modo geral). Este mesmo roteiro remonta a um tempo longínquo, configurando-se em pura obra de ficção, bem distante dos formatos de novelas realistas da atualidade.

Por outro lado, Verdades Secretas, apesar de abordar muitos aspectos da vida real, trouxe à tona temas fortes, pesados, como a prostituição de modelos através do famoso Book Rosa e o uso de drogas no meio, que pode levar muita gente a perder tudo na vida. Além do velho conflito do cara rico e poderoso que quer tudo a qualquer preço. E ainda, da filha que trai a mãe com o padrasto.

Ainda assim, creio que o principal elemento de atratividade para o público foi o formato. Pouco capítulos (68) e de curta duração. Como nas séries de TV, que fazem tanto sucesso entre os jovens. Uma novela com poucos capítulos obriga o autor a, em cada um deles, apresentar acontecimentos relevantes, de modo a aumentar o dinamismo e diminuir a enrolação.

A sociedade está imediatista. Ninguém quer ficar esperando 15 capítulos para saber o que vai acontecer na história. Tem que ser tudo para ontem. Em cada capítulo, algo novo e forte. Portanto, as novelas diárias, das seis horas, sete, oito, nove, estão com seus formatos ultrapassados e condenados ao fracasso. Ou as emissoras enxergam isso, ou a tendência é que a audiência continue a cair constantemente. Um forte abraço.

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